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Palavras aos ventos

22/04/2015
Araraquara / SP
Jonas Bezerra
Foto: Reprodução

Bem! Aproveitando todo o afã desta onda de acesso da Ferroviária à elite do futebol paulista, ontem uma notícia nos pegou de surpresa: a saída repentina do técnico Milton Mendes, antes mesmo do término do campeonato. A sua saída contradiz tudo o que ele dissera até o presente momento à imprensa regional. Exemplo: numa de suas falas, o da Ferroviária vencer os próximos jogos e bater o recorde de pontos na competição.

Por mais que diretores e fanáticos torcedores explicam a saída do técnico - com discursos “ele já subiu o time”, “ele já cumpriu o seu objetivo” - tal fato dá a sensação de que alguém foi traído, no nosso caso, o profissional de imprensa e o torcedor. O campeonato ainda continua.

Sim! Digo isso porque nos colocamos no lugar de ex-craques grenás e de todos aqueles que fazem a sua história, que acompanharam no dia-a-dia todo o sofrimento dessas quase duas décadas de humilhação, como afirmou o cronista esportivo José Roberto Fernandes. Mas, de fato, a maioria ainda não se deu conta da situação.

Na contramão deste fato, lendo a matéria da revista Placar, com a manchete “O caipira milongueiro”, reproduzida na rede social por um dos maiores craques da Ferroviária, Osmar Alberto Volpe, o Pio, e assinada por José Maria de Aquino, dá uma noção de quanto o futebol mudou e os interesses nele envolvidos. A matéria aborda a passagem do técnico argentino José Agnelli, amigo do inesquecível Carlos Gardel, pelos clubes do interior paulista e mineiro, entre eles a Ferrinha.

A cada linha da matéria são retratadas histórias e resenhas de jogadores e de jogos inesquecíveis. No entanto, uma citação do técnico Agnelli na reportagem me chamou a atenção: - Meus contratos sempre foram a coisa mais linda deste mundo. É só na palavra. Não peço dinheiro e só exijo a condição de sair ou ser mandado embora quando uma das partes já não estiver contente.

Memoráveis tempos do futebol que não voltam mais.

PS: Que venham o São Caetano e o Guarani e que os jogos aconteçam como tenham que acontecer: disputados dentro das quatro linhas.

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